Log (LOGG3): Ações recuam após balanço, mas analistas veem resiliência e recomendam compra; entenda os números do 2T26
As ações da Log Commercial (LOGG3) registraram queda no pregão desta sexta-feira (7), um dia após a divulgação de seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre de 2026. Contudo, a análise de especialistas diverge do movimento do mercado, apontando resultados positivos e destacando a força da companhia.
Por volta das 11h30, os papéis da empresa, especializada no desenvolvimento, aluguel e administração de galpões logísticos, apresentavam desvalorização de 2,4%, negociados a R$ 24,68. No mesmo período, o Ibovespa, principal índice da B3, operava em baixa de 0,88%, aos 174 mil pontos.
Apesar da performance das ações, o balanço da Log no 2T26 trouxe dados que foram considerados resilientes por casas de análise como o Bradesco BBI e o BTG Pactual, conforme informação divulgada pela companhia.
Lucro e Ebitda em queda, mas receita e endividamento mostram melhora
No período de abril a junho de 2026, a Log apurou um lucro líquido de R$ 58,7 milhões, o que representa uma queda de 32,6% em comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também apresentou recuo, de 43,2%, totalizando R$ 79,8 milhões.
Em contrapartida, a receita líquida da companhia demonstrou crescimento de 7,3% na comparação anual, atingindo R$ 66 milhões. Um dos pontos mais elogiados pelos analistas foi a forte redução do endividamento. A relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda caiu para 0,8 vez, o menor nível desde 2024, ante 1,7 vez no 2T25.
Bradesco BBI elogia gestão e recomenda compra de LOGG3
Para o Bradesco BBI, o balanço da Log apresentou números resilientes, com resultados financeiros em linha com as expectativas, mesmo com a retração do lucro. O banco destacou que a receita líquida foi impulsionada pela expansão da plataforma de serviços.
O destaque, segundo o BBI, foi a forte redução do endividamento, que caiu 50% no trimestre após a venda de ativos, como o LOG Recife II por R$ 210 milhões ao fundo TRXF11. A alavancagem atingiu 0,83 vez nos últimos 12 meses. Operacionalmente, a Log entregou 82 mil m² pré-locados e uma absorção bruta de 108 mil m².
A vacância do portfólio permaneceu baixa, em 1,02%, e o ticket médio de aluguel subiu 17,8% anualmente, para R$ 25,03 por metro quadrado. O BBI reiterou a recomendação de compra para as ações LOGG3, citando múltiplos atrativos (0,6 vez o valor patrimonial) e um balanço robusto.
BTG Pactual também vê resultados sólidos e mantém recomendação de compra
O BTG Pactual seguiu a mesma linha, avaliando que a Log reportou resultados financeiros próximos às projeções no 2T26, com indicadores operacionais sólidos. A receita líquida de R$ 66 milhões foi impulsionada por um forte desempenho orgânico e pelo crescimento dos ganhos de serviços.
O banco destacou que a empresa continua se beneficiando do momento favorável do setor logístico brasileiro. A entrega de dois projetos já totalmente locados no trimestre reflete a sólida demanda pelos ativos da Log. A taxa de vacância encerrou junho em 1% e o ticket médio atingiu R$ 25 por metro quadrado.
O BTG Pactual também citou a continuidade da estratégia de reciclagem de portfólio, com destaque para a venda do LOG Recife II. A instituição mantém a recomendação de compra para LOGG3, com preço-alvo de R$ 35, o que representa um potencial de valorização de 42% em relação à cotação atual. A empresa apresenta crescimento sólido e desenvolve imóveis com margens elevadas.
Safra adota cautela, mas reconhece métricas operacionais fortes
O Safra, por sua vez, adotou um tom mais cauteloso, embora reconheça as métricas operacionais fortes da Log, como o crescimento de 18% no valor do aluguel por metro quadrado. O FFO ajustado chegou a R$ 8,5 milhões, superando em 28% as projeções, impulsionado por despesas financeiras abaixo do esperado.
Apesar dos pontos positivos, o Safra manteve recomendação neutra para LOGG3, citando riscos relacionados ao plano de expansão da companhia em um ambiente de juros elevados. O projeto “Log 2 Milhões”, que prevê a construção de 2 milhões de m² entre 2025 e 2028, depende da venda de ativos em larga escala para financiar o ciclo de investimentos.
O CEO da Log, Ségio Fischer, expressou otimismo em relação ao setor logístico, impulsionado pelo e-commerce, e mencionou a possibilidade de ampliar em 10% o plano de expansão, diante da forte demanda. A empresa afirma estar em seu “melhor momento, com uma demanda ‘maluca'”.

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