Grupo planejava atentados em Brasília e possuía mapas detalhados de prédios públicos, incluindo o Congresso e o STF. A organização, descrita como apartidária e sem ideologia definida, buscava a “revolução” e planejava ações violentas.
Um grupo criminoso com planos de cometer atentados terroristas em Brasília, durante o período eleitoral, foi desarticulado pela Polícia Civil do Distrito Federal. A investigação revelou que os suspeitos possuíam mapas e plantas arquitetônicas de importantes edifícios da capital federal, como o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
As comunicações entre os integrantes ocorriam em grupos fechados no aplicativo Telegram. Entre os planos discutidos estavam a construção de explosivos, coquetéis molotov e a intenção de “explodir o edifício do debate onde os eleitos do 2º turno iriam debater”. O grupo se definia como apartidário, sem defender um partido ou político específico, e seu objetivo central seria a “revolução”.
Conforme informações divulgadas pelo programa Fantástico, da TV Globo, o monitoramento do Ministério da Justiça indicou que o grupo não “tinha lado”, nem “ideologia”, mas sim o desejo de promover uma revolução. A Operação Rede Interrompida, deflagrada na última terça-feira (4), visou desarticular essa organização. A investigação, conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCEV) da Polícia Civil do DF, aponta para um planejamento minucioso, incluindo a invasão de prédios públicos, seleção de alvos, formação tática e recrutamento em diversos estados.
Elaboração de Explosivos e Recrutamento Neonazista
Os suspeitos utilizavam comunidades no Telegram não apenas para discutir planos violentos, mas também para disseminar conteúdos neonazistas, antissemitas e misóginos. Nesses grupos, eles compartilhavam manuais de fabricação de explosivos, estratégias de recrutamento e propagavam discursos de ódio, com foco especial em mulheres em posições de autoridade. A investigação abrangeu oito investigados, com idades entre 19 e 31 anos, localizados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul.
Objetivos e Táticas do Grupo
A investigação detalhou que os membros discutiam ativamente a invasão de prédios públicos e a seleção de alvos estratégicos. A análise de mapas e o compartilhamento de plantas arquitetônicas de edifícios governamentais eram parte integrante do planejamento. A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra os suspeitos, que buscavam instrumentalizar a violência para atingir seus objetivos radicais.
Ameaça Ampliada e Disseminação de Ideologias Extremistas
O padrão de comunicação e o conteúdo compartilhado nos grupos do Telegram indicam uma preocupação com a disseminação de ideologias extremistas, como o neonazismo, e a promoção de ódio contra minorias e grupos específicos. A investigação buscou interromper não apenas os planos imediatos de atentados, mas também o avanço dessa rede de radicalização.
Operação e Desarticulação do Grupo
A Operação Rede Interrompida foi essencial para desarticular a organização criminosa antes que os planos fossem concretizados. A ação policial demonstrou a capacidade de inteligência e investigação da Polícia Civil do Distrito Federal em identificar e neutralizar ameaças extremistas, garantindo a segurança em um período sensível para o país.

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