EUA Revivem Doutrina Monroe e Afirmam Hegemonia Regional sob Trump
O Departamento de Estado dos Estados Unidos divulgou um vídeo que reacende os debates sobre a Doutrina Monroe, apresentando o presidente Donald Trump como o mais recente defensor dessa histórica política externa. A mensagem central é clara: o domínio americano no Hemisfério Ocidental, segundo o governo dos EUA, “nunca mais será questionado”, sinalizando uma postura assertiva na região.
O embaixador dos EUA no Panamá, Kevin Marino Cabrera, é o apresentador do material, que detalha a origem da doutrina criada em 1823 pelo presidente James Monroe. Inicialmente, a diretriz visava separar as esferas de influência europeia e americana, promovendo a não colonização e a não intervenção no “Novo Mundo”.
Contudo, a doutrina evoluiu ao longo do tempo, com interpretações que justificaram intervenções americanas nos assuntos de outros países. O “Corolário Roosevelt”, de 1904, exemplifica essa mudança, permitindo a Washington intervir para manter a ordem e evitar a influência europeia, transformando um escudo em um “mandato”, como descreveu Cabrera.
A Evolução da Doutrina Monroe e suas Implicações Históricas
A Doutrina Monroe, concebida como uma declaração de independência continental, teve seu significado alterado drasticamente com o passar dos anos. O embaixador Cabrera traça um paralelo entre o período de sua criação e a atualidade, citando sua invocação em momentos cruciais como a retirada espanhola de Cuba e a anexação de Porto Rico. A doutrina foi um pilar na política externa de diversos presidentes, incluindo John Kennedy e Ronald Reagan.
A intervenção americana em assuntos de países latino-americanos tornou-se uma característica marcante da aplicação da Doutrina Monroe. Essa interpretação expandida da política externa americana moldou as relações hemisféricas por décadas, gerando debates sobre soberania e influência.
Trump como “Defensor” da Doutrina e a Nova Estratégia de Segurança Nacional
No contexto atual, Donald Trump é apontado como o “mais recente defensor” da Doutrina Monroe. Cabrera cita a Operação Absolute Resolve, que resultou na captura de Nicolás Maduro, ditador da Venezuela, como um exemplo da assertividade americana. Essa ação, segundo o embaixador, “transmitiu um sinal contundente por todo o hemisfério”, reforçando a ideia de um domínio inquestionável.
Em uma fala exibida no vídeo, Trump declara que, “de acordo com nossa nova estratégia de segurança nacional, o domínio americano no hemisfério ocidental nunca mais será questionado”. Essa declaração reforça a visão de que a doutrina permanece como um elemento central da política americana para a região.
O Legado da Doutrina Monroe na Política Externa dos EUA
O embaixador Cabrera conclui que o que começou como um alerta a potências europeias evoluiu para uma “pedra angular da estratégia americana no hemisfério”. No final do ano passado, o governo dos EUA divulgou sua nova Estratégia de Segurança Nacional, reafirmando a intenção de “reafirmar e aplicar a Doutrina Monroe para restaurar a predominância americana no Hemisfério Ocidental”.
Essa “retomada poderosa” do poder sobre a região sinaliza uma política externa que busca consolidar a influência dos Estados Unidos, com a Doutrina Monroe servindo como um instrumento para garantir seu protagonismo no continente americano, um domínio que, segundo a administração atual, não será mais objeto de questionamentos.

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