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Ações da Telefônica Brasil (VIVT3) em Queda: O Que o Mercado Não Gostou no Balanço do 2T26?

Telefônica Brasil (VIVT3) tem ações em baixa após balanço do 2T26; entenda os motivos da desvalorização.

As ações da Telefônica Brasil (VIVT3) apresentaram queda de 4% no pregão desta terça-feira (28), após a divulgação do seu balanço referente ao segundo trimestre de 2026. Apesar de um avanço de 17% no lucro líquido, alcançando R$ 1,57 bilhão, o mercado reagiu negativamente a alguns pontos apresentados pela companhia, maior grupo de telecomunicações do país.

O desempenho operacional, medido pelo Ebitda, atingiu R$ 6,58 bilhões, um aumento em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida também apresentou expansão de 7,6%, totalizando R$ 15,76 bilhões, impulsionada principalmente pelo segmento de telefonia móvel. No entanto, a geração de caixa e o lucro líquido ficaram aquém das expectativas de alguns analistas.

Essa reação do mercado, conforme apontado por analistas do Citi, pode ter sido intensificada pelo desempenho positivo das ações nas semanas anteriores à divulgação dos resultados. A expectativa era de uma dinâmica mais fraca na geração de caixa, o que acabou se confirmando e gerando frustração recorrente, apesar das tendências operacionais saudáveis.

Conforme informação divulgada, analistas do Bradesco BBI consideram injusto classificar o resultado da dona da Vivo como negativo. A companhia acelerou o crescimento da receita de serviços e manteve um desempenho resiliente em serviços móveis, destacando-se entre as grandes operadoras. A Vivo apresentou tendências positivas em diversas linhas de custos e despesas, incluindo o controle de inadimplência, o que sustentou o crescimento robusto do Ebitda e do lucro.

Desvios nas Estimativas Geram Cautela

Apesar dos pontos positivos, os analistas do Bradesco BBI ressaltam que os desvios em relação às estimativas de Ebitda, lucro líquido e geração de caixa não podem ser ignorados. Essas métricas são cruciais para os principais múltiplos do setor, como P/L (preço/lucro), dividend yield e FCF yield (retorno de fluxo de caixa livre). Por conta disso, há um risco de revisões negativas nas estimativas do consenso de mercado.

Nesse cenário, o BBI avalia que a leitura para as ações da Telefônica Brasil no curto prazo tende a ser mais cautelosa. A recente recuperação dos papéis e o desempenho superior frente a concorrentes como a TIM também contribuem para essa visão. O ambiente competitivo segue intenso, o que limita uma visão mais otimista para a trajetória de crescimento da empresa.

BTG Pactual Destaca Qualidade e Potencial de Segurança

Em contrapartida, o BTG Pactual vê a Telefônica Brasil como um claro destaque no setor de telecomunicações. Os analistas destacam o crescimento acelerado da receita de serviços e a expansão da margem de Ebitda no trimestre. A receita de serviços cresceu 6,4% na comparação anual, para R$ 14,7 bilhões, superando a estimativa do banco.

O crescimento foi impulsionado pela sólida receita de serviços móveis (MSR), onde a Vivo se destaca como a única grande operadora brasileira a não registrar desaceleração nesse indicador. As receitas de telefonia fixa também permaneceram fortes, com crescimento acelerando de 5% para 6%. O BTG considera a Telefônica Brasil uma excelente empresa para investidores que buscam opções mais seguras, combinando um modelo de negócios resiliente, forte posicionamento competitivo e robusta geração de caixa.

Itaú BBA Aponta Resultados Mistos

Já os analistas do Itaú BBA consideram os resultados do segundo trimestre de 2026 da Telefônica Brasil como mistos. Houve um forte desempenho na receita de serviços móveis, mas o lucro líquido ficou abaixo do esperado. O Ebitda superou a projeção em 1%, impulsionado por vendas de ativos. Contudo, despesas com depreciação e amortização maiores que o previsto, refletindo investimentos em 5G e infraestrutura, pressionaram o resultado.

Como resultado, o lucro líquido ficou 11% abaixo da estimativa do Itaú BBA, também impactado por uma alíquota efetiva de impostos superior ao esperado. Os analistas ressaltam que a Vivo continua apresentando um crescimento sólido da receita de serviços móveis e avançando em sua estratégia de convergência, demonstrando qualidade de execução em um ambiente desafiador.

O Que Fazer com as Ações da Telefônica Brasil?

Diante dos resultados mistos, o mercado reage com cautela. Enquanto alguns analistas veem pontos de atenção na geração de caixa e lucro líquido, outros reforçam a qualidade da empresa e seu potencial de segurança. A recomendação do BTG Pactual é de compra para as ações VIVT3, com preço-alvo de R$ 31. Já o Itaú BBA mantém recomendação market perform (equivalente a neutra) com preço-alvo de R$ 38. O Bradesco BBI, por sua vez, mantém recomendação de manutenção com preço-alvo de R$ 39, mas com visão cautelosa no curto prazo.

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