Ibovespa futuro em baixa com tarifas dos EUA, dólar cede e investidores aguardam falas de Galípolo e Durigan
O Ibovespa futuro (WINQ26) registrou uma queda de 0,15% logo após a abertura do mercado, atingindo 177.975 pontos. O movimento é influenciado pela nova rodada de tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos, além de desdobramentos na tensa situação do Oriente Médio.
A atenção dos investidores também se volta para as declarações esperadas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que participarão de um evento em São Paulo. Esses pronunciamentos podem trazer clareza sobre os rumos da política econômica e monetária do país.
Enquanto isso, o dólar à vista abriu o dia em queda frente ao real, acompanhando o desempenho da moeda americana no cenário internacional. A cotação recuou para R$ 5,0763, uma desvalorização de 0,15%. O índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes, também apresentou leve recuo de 0,01%, negociado a 101.431 pontos, conforme informações divulgadas pelo mercado financeiro.
EUA impõem nova tarifa sobre produtos brasileiros, gerando críticas
A principal notícia que afeta o mercado local é a imposição de uma nova tarifa adicional de 12,5% pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Essa medida, anunciada na noite de quinta-feira (23), baseia-se em investigações sobre a comercialização de produtos feitos a partir de mão de obra escrava. A decisão americana gerou forte reação do governo brasileiro.
Em nota oficial divulgada na quinta-feira, o governo brasileiro classificou a decisão dos EUA como **arbitrária e injustificada**. O comunicado destacou que, na ausência de base legal interna para sustentar sua política comercial protecionista, os Estados Unidos optaram por manipular um tema sensível aos direitos humanos e à luta dos trabalhadores para acusar 59 países e a União Europeia de práticas desleais.
Tensões no Oriente Médio e preços do petróleo em alta
No cenário internacional, a atenção permanece voltada para a instabilidade no Oriente Médio. Dados preliminares de rastreamento de navios indicam que o número diário de passagens pelo Estreito de Ormuz se manteve estável em três nos últimos três dias. Essa região é crucial para o transporte marítimo global, e a tensão contínua impacta o mercado de petróleo.
A alta nos preços do petróleo é uma preocupação constante, com o barril voltando a atingir a marca de US$ 100. Por volta das 9h20 (horário de Brasília), o petróleo Brent para setembro de 2026 operava em queda de 3,08%, cotado a US$ 97,59 o barril, enquanto o WTI para o mesmo vencimento recuava 2,81%, a US$ 89,60 o barril, segundo informações da Reuters.

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